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Hands On – ELETROVETO (INCOR)

Oficina de Veto / Eletrocardiografia (SOCESP 2017)

O curso:
Introdução ao método, aquisição e registro do vetorcardiograma; discussão dos aspectos mais relevantes ao exame da normalidade e alterações patológicas.

Coordenadores:
DR. HORACIO GOMES PEREIRA FILHO
DR. CARLOS ALBERTO PASTORE

Clique aqui para mais informações e página de inscrição.

 

Oficina Hands On Veto / Eltrocardiograma (SOCESP 2017)
Oficina Hands On Veto / Eltrocardiograma (SOCESP 2017)

 

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Estudo tenta entender os efeitos da maratona (42K) no corpo humano

Há mais de 10 anos, a equipe de profissionais das Dras. Ana Paula Sierra e Maria Fernanda realiza um estudo envolvendo atletas amadores que praticam corrida de rua, mais precisamente maratonas, provas que exigem um preparo diferenciado.

Ano a ano, os atletas fazem avaliações cardiológicas e pulmonares (Ergoespirometria), de sangue, pressão sanguínea, temperatura, entre outros.

Os dados coletados geram relatórios que facilitam a vida dos profissionais da área de esporte, porque ajudam a moldar a grade de exercícios necessários para manter ou melhorar o desempenho dos atletas.

Assista ao vídeo da matéria que foi destaque no programa Globo Esporte (exibido 08/04/2017) da Rede Globo (clique aqui).

O estudo foi feito utilizando o sistema de ergometria TEB Apex 1000 e a esteira TEB Apex 200.
O estudo foi feito utilizando o sistema de ergometria TEB Apex 1000 e a esteira TEB Apex 200.

 

 

Esteira ergométrica TEB Apex 200.
Esteira ergométrica TEB Apex 200.

 

As idealizadoras do projeto, Dras. Ana Paula Sierra e Maria Fernanda.
As idealizadoras do projeto, Dras. Ana Paula Sierra e Maria Fernanda.

 

Para mais informações a respeito dos equipamentos TEB, clique aqui ou entre em contato via telefone (11) 5018-8855.

 

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Validação do Vetorcardiograma obtido a partir das 12 derivações

 

O Vetorcardiograma tem seu valor indubitavelmente reconhecido no aprendizado dos fenômenos elétricos do coração e na complementação das informações obtidas no ECG. Apesar de tão antigo quanto o eletrocardiograma de 12 derivações, dificuldades históricas para a obtenção das representações vetoriais fizeram com que esse valioso recurso fosse relegado a um segundo plano.

Por um lado, os desenvolvimentos da Eletrocardiologia, e por outro dos recursos de computação presentes nos eletrocardiógrafos atuais, tornaram acessível a obtenção de Vetorcardiogramas, solucionando os problemas principais: custo do equipamento, forma de visualização e impressão e colocação especial dos eletrodos.

Dois métodos principais foram concebidos para a obtenção do Vetorcardiograma a partir das 12 derivações: o da Matriz inversa de Dower (1988) e o de Kors (1990).

Da mesma maneira que o Vetorcardiograma original, de Frank, esses métodos usam a matemática para, a partir dos potenciais obtidos na pele, obterem aproximações dos potenciais X, Y e Z que são as projeções do vetor elétrico do coração, para deles executar a representação espacial.

A principal diferença entre as aproximações de Frank e as que utilizam as 12 derivações é que estas demandam um maior número de cálculos. Todas são aproximações, pois as dimensões finitas do tórax, suas não uniformidades e a incerteza sobre a posição do centro elétrico do coração são fatores que impedem a obtenção dos potenciais X Y e Z ideais.

O fato é que o uso das aproximações de Frank, pelo seu pioneirismo tem seus significados amparados por uma longa experiência. As aproximações advindas das 12 derivações apresentam resultados gráficos com pequenas diferenças que, naturalmente, levaram a trabalhos cuidadosos de validação das conclusões clínicas.

Os métodos de Kors e da Matriz Inversa de Dower foram alvo desse escrutínio e foram validados para várias situações diferentes, entre as quais:

Método da matriz inversa de Dower:

Comparação da matriz de Dower inversa com outros VCG sintetizados:
A comparação de três métodos diferentes de síntese de VCG com o VCG de Frank mostrou a superioridade da matriz de Dower com relação às formas anteriores de obtenção de VCG sintetizado.
Vectorcardiogram Synthesized From a 12-lead ECG – Superiority of the Inverse Dower Matrix

Critério combinado (VCG sintetizado e ECG) para diagnóstico do Infarto do Miocárdio inferior e anterior (1995):
A combinação da informação vetorial do VCG sintetizado pela matriz inversa de Dower e do ECG de 12 derivações aumentou o desempenho no diagnóstico para infarto do miocárdio curado inferior e anterior.
Increased Sensitivity for the Diagnosis of Healed Myocardial Infarction Using Vectorial Information in the 12-Lead ECG, Journal of Electrocardiology

Diagnóstico de Infarto do miocárdio inferior usando o VCG sintetizado (1990):
O VCG sintetizado pela matriz inversa de Dower mostrou-se superior para identificação do infarto inferior do miocárdio quando comparado com o ECG de 12 derivações.
Improved ECG interpretation using synthesized VCG for the diagnosis of inferior myocardial Infarction 1990, Journal of Electrocardiology

Variação Racial no VCG derivado do ECG (1994):
Este trabalho, utilizando a matriz inversa de Dower, identificou variações em amplitude o que indica que critérios de diagnóstico vetorcardiográficos, quando baseado em amplitude, devem ponderar variações torácicas entre raças.
Comparison of the derived vectorcardiogram in apparently healthy whites and chinese, 1994, Chest.

Validação do VCG sintetizado em ondas P normais e Fibrilação Atrial (2005):
A onda P foi convincentemente preservada no VCG sintetizado pela matriz inversa de Dower e foi indicado como um método alternativo para se estudar a morfologia da onda P.
Can orthogonal lead indicators of propensity to atrial fibrillation be accurately assessed from the 12-lead ECG? 2005 European Society of Cardiology

 

Método de Kors:

Comparação da matriz de Kors com outros VCG sintetizados (1990):
A comparação da síntese do VCG pelo método de derivações quase ortogonais, método de Dower e pelo método de regressão linear (Método de Kors) mostrou as vantagens da matriz de Kors.
Reconstruction of the Frank vectorcardiogram from standard electrocardiographic leads: diagnostic comparison of different methods

VCG sintetizado pela matriz de Kors e análise de insuficiência cardíaca por dissincronia (2015):
Comprovou que o uso da matriz de Kors é justificado para a análise de insuficiência cardíaca por dissincronia mostrando boa correlação.
The synthesized vectorcardiogram resembles the measured vectorcardiogram in patients with dyssynchronous heart failure, Journal of Electrocardiology

 Validade do VCG sintetizado no cálculo do ângulo QRST (2010):
Esse estudo demonstra que o uso da matriz de KORS fornece estimativas melhores do ângulo QRST e propõem que seja preferida em relação à matriz inversa de Dower.
The spatial QRS-T angle in the Frank Vectorcardiogram: Accuracy of estimates derived from the 12-Lead electrocardiogram. Journal of Electrocardiology 2010

Influência da matriz de síntese no cálculo do ângulo QRST na predição de arritmias (2011):
Esses estudo mostrou que o poder discriminativo do ângulo QRST calculado pela matriz de Kors para indicação de terapia de CDI foi maior do que com a matriz de Dower.
Influence of the vectorcardiogram synthesis matrix on the power of the electrocardiogram-derived spatial QRS-T angle to predict arrhythmias in patients with ischemic heart disease and systolic left ventricular dysfunction. Journal of Electrocardiology 2011.

Histórico do Vetorcardiograma e uso do VCG sintetizado para diagnóstico e prognóstico (2015):
Descreve o conceito de vetor cardíaco, define análise e interpretação de VCG e aponta os caminhos futuros de uso do VCG para pesquisa e diagnóstico, recomendando o uso da matriz de Korz.
Vectorcardiographic diagnostic & prognostic information derived from the 12‐lead electrocardiogram: Historical review and clinical perspective. Journal of Electrocardiology 2015

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TEB MVT – Módulo de Síntese de Vetorcardiograma

O que é:

O TEB MVT é um programa que apresenta e imprime o Vetorcardiograma correspondente a um traçado de ECG convencional de 12 derivações.

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O produto é um módulo: ele não funciona isoladamente, devendo ser instalado agregado aos programas básicos de operação dos eletrocardiógrafos TEB: o ECGPC adquirido a partir de junho de 2015 e o C30+ a partir de 2016.

O que faz:

O MVT parte de um registro de ECG convencional captado pelo eletrocardiógrafo TEB utilizado. Através de transformações matemáticas calcula as derivações de Frank correspondentes e sintetiza o Vetorcardiograma. O programa desenha as alças de P, QRS e T nos três planos convencionais (frontal, horizontal e sagital) ou num visualizador “3D”. A partir do traçado do Vetorcardiograma sintetizado, o programa calcula:

  • Os valores máximos do módulo do vetor nas alças de P, QRS e T (“amplitudes cúbicas”).
  • Os valores máximos do módulo da projeção do vetor em cada plano das alças de P, QRS e T.
  • Os ângulos dos eixos de P, QRS e T nos três planos convencionais.
  • O sentido de rotação da projeção do vetor de cada alça, nos três planos.

Derivações de Frank, Alças nos planos convencionais e Medidas Numéricas:

Tela em destaque do software MVT
Tela em destaque do software MVT

Visualização em 3D:

aba-3d-negativo-sem-obs

Relatório Impresso:

mvt_002

Operação:

A partir de um registro de ECG convertido em um traçado Vetorcardiográfico, o programa permite:

  • Ajustar os limites para os laços de P, QRS e T.
  • Escolher os ganhos de cada laço.
  • Observar detalhes das alças na tela de visualização 3D.
  • Editar um texto de Comentários.
  • Imprimir a Análise, com os traçados, as medidas e os comentários.

 

Para que serve:

O Vetorcardiograma é útil para mostrar a atividade cardíaca de uma maneira espacial, complementando a visão “temporal”, oferecida pelo ECG convencional.

Clinicamente, pode ser utilizado para auxiliar o diagnóstico diferencial em diversos casos, dos quais podemos salientar: síndrome de Brugada, hipertrofia ventricular ou na determinação das áreas lesionadas por infarto.

Existem estudos mostrando sua utilidade ligada a ressincronizadores cardíacos. O Vetorcardiograma pode ser utilizado em sua indicação, no posicionamento dos eletrodos e também em sua programação.

 

Bibliografia:

  • Significance of Vectorcardiogram in the Cardiological Diagnosis of the 21st Century – Clin. Cardiol. 30, 319–323 (2007) – Riera ARP, Uchida AH, Ferreira Filho C, Meneghini A, Ferreira C, Schapacknik E, Dubner S, Moffa P.
  • Vectorcardiogram more sensitive than 12-lead ECG in the detection of inferior myocardial infarction – Clinical Physiology (1990) 10, 551-559 – Edenbrandt L.
  • 12-Lead Vectorcardiography in Ischemic Heart Disease. – J Electrocardiol. 1992;24 Suppl:188-93 – Macfarlane PW.
  • Vectorcardiographic QRS area as a novel predictor of response to cardiac resynchronization therapy. – Journal of Electrocardiology 48 (2015) 45-52 – van Deursen CJM. 
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SBC 2016 – TEB se destaca pela Criatividade e Inovação com seu stand no congresso

O 71º Congresso Brasileiro de Cardiologia (23 a 25 de setembro em Fortaleza – CE) foi sucesso de público, contando com o prestígio de médicos e outros profissionais da área.

Após o evento, o trabalho da TEB foi reconhecido e homenageado pela SBC, rendendo o prêmio de Criatividade e Inovação como Indústria.

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Em 2017, o congresso será na cidade de São Paulo – SP.

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TEB MAV – Módulo de Análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca

O que é:

O TEB MAV é um programa que realiza análises matemáticas dos intervalos entre batimentos cardíacos dentro de um intervalo de tempo.

O produto é denominado módulo porque não funciona isoladamente – ele deve ser instalado agregado aos programas básicos de operação dos eletrocardiógrafos TEB: o ECGPC adquirido a partir de junho de 2015 e o C30+ a partir de 2016.

Módulo de Análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca (TEB)
Módulo de Análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca (TEB)

 

O que faz:

Para executar sua função o MAV parte de uma gravação longa de ECG (usualmente a partir de 10 minutos) realizada pelo eletrocardiógrafo TEB utilizado. As análises matemáticas realizadas apresentam os seguintes resultados:

Resultados no Domínio do Tempo:

  • Histograma dos valores medidos dos intervalos NN (intervalos RR considerados normais)
  • SDNN (desvio padrão dos intervalos NN)
  • SDANN (desvio padrão das médias dos intervalos NN, tomadas a cada 5 minutos)
  • SDNNi
  • RMSSD (raiz quadrada da média das diferenças dos intervalos entre batimentos sucessivos)
  • NN50 (número de batimentos em que a diferença entre os intervalos anterior e próximo excedeu 50ms)
  • pNN50 (proporção de batimentos em que a diferença entre os intervalos anterior e próximo excedeu 50ms em relação ao número total de batimentos)
  • Índice Triangular
  • Gráficos de Poincaré e de Poincaré Normalizado

 

Resultados no Domínio da Freqüência:

  • Gráfico da Densidade Espectral de Potência
  • Valores das Potências Espectrais nas faixas VLF (frequência muito baixa), LF (baixa frequência) e HF (alta frequência)
  • Índice LF/HF

Relatório de Saída:

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Operação:

A partir da gravação o programa permite:

  • Delimitar o trecho útil através de barras que delimitam o início e o fim desejados
  • Observar e eliminar intervalos suspeitos
  • Alternar entre um ponto suspeito no tacograma e o respectivo intervalo no traçado do ECG
  • Acrescentar texto de comentários ou laudo ao relatório de saída
  • Observar em “zoom” os resultados no domínio do tempo e da frequência

Tela de operação – tacograma:

Tela de operação – ECG:

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Para que serve:

A Variabilidade da Freqüência Cardíaca é um indicador do equilíbrio entre os sistemas nervosos Simpático e Parassimpático. Uma baixa variabilidade pode indicar um domínio Simpático, acarretando um maior risco de arritmias malignas e morte súbita.

Sua utilidade se estende da Cardiologia (onde pode ser um estratificador de risco de pós-infartados), à medicina do esporte e reabilitação física (onde serve de indicador de nível de treinamento).

Bibliografia:

Noções básicas de variabilidade da frequência cardíaca e sua aplicabilidade clínica – Rev. Bras. Cir, Cardiovasc. (2009) – pgs. 205-217

Heart Rate Variability Guidelines – European Heart Journal (1996) – pgs. 334-381

Use of heart rate variability to estimate LT and VT – Int J Sports Med (2008) – pgs. 652–657

 

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Sistema Eletromédico – Ilustre Desconhecido

Significado:

Um dos significados da palavra Sistema, conforme o dicionário Michaelis, é

 

Conjunto ou combinação de coisas ou partes de modo a formarem um todo complexo ou unitário

 

A óbvia conveniência do significado faz com que se utilize o termo numa infinidade de aplicações das mais diversas áreas: mecânica, biologia, ecologia, informática, etc.

Isso também é verdade na área de produtos elétricos ou eletrônicos para medicina, mas neste caso, existe a expressão “Sistema Eletromédico” que possui um significado específico, definido em Norma Técnica:

combinação, conforme especificado pelo FABRICANTE, de equipamentos, sendo um dos quais um EQUIPAMENTO EM a ser interconectado por CONEXÕES FUNCIONAIS ou pela utilização de uma TOMADA MÚLTIPLA

Traduzindo a linguagem “normativa”:

 

combinação de um equipamento eletromédico, prevista pelo fabricante, com outros equipamentos, interligados funcionalmente e/ou alimentados  por uma tomada múltipla

 

Nesse entendimento, equipamento eletromédico (EM) é o elemento do Sistema que, isoladamente, já obedece à legislação sanitária. Por exemplo, um eletrocardiógrafo. Os demais componentes, também conhecidos como “parte não médica”, são elementos cuja função primária não é a de equipamento médico, mas que será usada no Sistema Eletromédico, por exemplo, um computador.

 

Segurança

O motivo para tal definição fazer parte de uma Norma Técnica é a segurança que tais Sistemas devem oferecer no seu uso e no trato de pacientes. A Norma que contém a definição acima é a ABNT NBR IEC 60601-1:2010 que especifica todas as exigências que Sistemas Eletromédicos devem obedecer para serem considerados seguros.

Essa Norma se aplica a empresas que produzem Sistemas Eletromédicos. A ANVISA garante à sociedade que Sistemas Eletromédicos comercializados no Brasil sejam seguros, pois ela exige dos respectivos fabricantes, através do processo de Certificação, a comprovação do cumprimento da Norma.

 

Responsabilidade do Fabricante

Para que um fabricante produza um Sistema Eletromédico seguro, os cuidados começam com projeto e construção muito cuidadosos, especialmente em relação à forma de interligação elétrica e funcional das partes.

Depois disso, protótipos completos são levados a laboratórios de ensaios para que se verifique a obediência às Normas Técnicas. A verificação completa envolve centenas de ensaios, um para cada item das normas aplicáveis e basta citar algumas exigências para se ter ideia da grande abrangência do processo:

Um Sistema Eletromédico completo não pode:

  • Apresentar correntes elétricas de toque ou de fuga para o terra acima dos valores estabelecidos pelas normas;
  • Apresentar, na sua construção, cantos agudos ou afiados que possam ferir o operador e/ou o paciente;
  • Ser suscetível à interferências eletromagnéticas externas, por exemplo de celulares;
  • Irradiar interferências eletromagnéticas que interfiram em outros equipamentos;
  • Se tiver gabinete com rodas, tombar em planos inclinados ou ao transpor determinados obstáculos;
  • Ser suscetível à descargas de eletricidade estática, por exemplo quando um operador carregado tocar em seus controles.

O “diploma” que atesta que um Sistema Eletromédico é seguro chama-se “Certificado de Conformidade” e é emitido por um Organismo de Certificação de Produto (OCP), normalmente referido como Certificadora que é, em termos simples, um delegado do INMETRO.

Esse Certificado existe para produtos das mais diversas áreas e é considerado, por muitas empresas e com toda razão, como uma “prova de honra”. Empresas que tem esse entendimento divulgam esse Certificado ou a relação de normas que o documento comprova que o produto atende.

Sem esse documento não é possível a obtenção da permissão para comercialização, que é o registro ANVISA.

 

Exemplo

Um Sistema Eletromédico muito comum no âmbito da Cardiologia é o Sistema de Ergometria. Na concepção atual ele e composto por:

  • Uma parte médica, que é a que se liga ao paciente, inclui cabos e eletrodos.
  • Partes não médicas: Computador, Teclado, Mouse, Monitor de Vídeo, Impressora, console.

O produto TEB APEX1000 é um Sistema Eletromédico que foi projetado, certificado e registrado de acordo com os critérios acima mencionados. A seguinte figura ilustra a abrangência da Certificação e Registro:

Normas_Ergometria

O fato importante a notar é que a Certificação e o Registro abrangem o Produto completo. O Sistema Eletromédico TEB APEX1000  foi ensaiado e certificado para as Normas:

ABNT NBR IEC 60601-1 : “Equipamento eletromédico – Parte 1 – Prescrições gerais para segurança” (1)

 

ABNT NBR IEC 60601-1-1 : “Equipamento eletromédico – Parte 1-1 –

Prescrições gerais para segurança – Norma Colateral:

Prescrições de segurança para sistemas eletromédicos” (2)

 

ABNT NBR IEC 60601-1-2 : “Equipamento eletromédico – Parte 1-2 –

Prescrições gerais para segurança – Norma Colateral:

Compatibilidade eletromagnética – Prescrições e ensaios”

 

ABNT NBR IEC 60601-1-4 : “Equipamento eletromédico – Parte 1-4 –

Prescrições gerais para segurança – Norma Colateral:

Sistemas eletromédicos programáveis”

 

ABNT NBR IEC 60601-2-27 : “Equipamento eletromédico – Parte 2 – Prescrições particulares para segurança de equipamento para monitorização de eletrocardiograma” (3)

 

Responsabilidade do Consumidor

Quando adquire um Sistema Eletromédico, registrado na ANVISA como tal, um consumidor pode ter certeza da segurança do produto. A responsabilidade de oferecer um produto seguro é do fabricante e a ANVISA só permite a comercialização mediante a demonstração do atendimento das normas de segurança.

A única preocupação do consumidor, ao realizar a compra, é verificar se o registro ANVISA do produto que deseja adquirir engloba todas as partes, médicas e não médicas, do Sistema.

Porém é possível que o usuário, motivado por redução de custos, cogite montar por si mesmo um Sistema Eletromédico.

No caso do exemplo, Sistema de Ergometria, o usuário poderá considerar comprar a parte médica isolada oferecida por algum fabricante e as demais, console, computador, etc, de fornecedores normais desses itens, ou mesmo utilizar itens que já possua.

Ocorre que a mesma obrigação legal a que fabricantes se submetem também vale para usuários que montam seu próprio Sistema Eletromédico. Em outras palavras, o usuário terá que cumprir todas as exigências das Normas Técnicas e assumir a responsabilidade sobre a segurança do Sistema.

Embora isso seja teoricamente possível, na prática é uma tarefa inviável. Mesmo instituições com engenharias clínicas competentes teriam grandes dificuldades, ou de realização ou de custos para cumprir com as obrigações.

Como exemplo da dificuldade considere-se que, apenas para ter a segurança que interferências oriundas da rede elétrica não provoquem erros de diagnóstico, o usuário precisaria levar seu sistema completo para um laboratório de ensaios de Compatibilidade Eletromagnética! Qualquer economia inicial obtida na aquisição de partes separadas ao invés do Sistema completo seria sobrepujada de longe pelo custo só desse ensaio, que, além do mais, poderia resultar em reprovação.

 

Conclusão

Infelizmente, a maioria dos consumidores não tem conhecimento da situação aqui exposta. É provável também que muitos incorram em erro assumindo que basta que o vendedor informe um número de registro ANVISA para que tudo esteja certo.

Para que usuários e pacientes não corram riscos na utilização de Sistemas Eletromédicos convém que a Instituição que deseja adquiri-los:

  • Verifique se existem fornecedores que ofereçam Sistemas Completos;
  • Peça a esses fornecedores informações detalhadas sobre o Registro e Certificação do produto oferecido: todas as partes deve constar do registro e a Certificação deve cobrir, além de aspectos gerais, as funções que o Sistema deve realizar;
  • Caso não seja possível a aquisição do Sistema completo e certificado, verifique se a equipe técnica ou engenharia clínica da Instituição tem o conhecimento das Normas Técnicas aplicáveis (4) e se possui a competência e capacidade para atender às suas exigências;

(1) O Certificado do produto TEB aqui dado como exemplo foi emitido em 08/05/2013 com validade até 15/11/2017. Produtos certificados após 17/12/2014 devem seguir a nova edição desta Norma, a ABNT NBR IEC 60601-1:2010.

(2) A partir de 25/10/2010 as exigências desta Norma passaram a fazer parte da Norma Geral.

(3) A nova versão desta norma também passou a ser exigida em produtos certificados após Jul/2015. A versão anterior como a atual aplica-se a produtos que realizam tanto a função de monitorização como a função de registro de ECG. Em qualquer das versões, essa norm particular deve ser observada pelos Sistemas de Ergometria.

(4) A ANVISA estabelece a lista de Normas cuja certificação é exigida para produtos eletromédicos. Essa lista encontra-se no Anexo I da Instrução Normativa ANVISA N˚4, de 24 de setembro de 2015.

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A Análise de Variabilidade da Frequência Cardíaca

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A Variabilidade da Frequência Cardíaca: O que é?

O coração humano não funciona como um relógio perfeito. O intervalo de tempo entre um batimento e outro não é constante, mesmo que o paciente esteja em repouso. Isso faz com que a frequência cardíaca varie no tempo. A medida desta variação é chamada de “Variabilidade da Frequência Cardíaca”.

Em termos mais formais: a Variabilidade da Frequência Cardíaca (também chamada de variabilidade RR, ou VFC) é a medida da variação da frequência cardíaca entre cada par de batimentos do coração num determinado intervalo de tempo.

Na figura abaixo vemos dois traçados de ECG com a mesma frequência cardíaca média (no mesmo intervalo de tempo, o coração bateu a mesma quantidade de vezes). O primeiro traçado, porém, tem uma variabilidade de frequência cardíaca baixa (o intervalo entre batimentos sucessivos varia pouco), enquanto o segundo tem uma variabilidade alta (onde a duração do intervalo muda sensivelmente a cada batimento).

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Análise da Variabilidade da Frequência Cardíaca: Como se realiza?

A análise da variabilidade da frequência cardíaca é realizada a partir de valores medidos em intervalos consecutivos dos batimentos cardíacos num tempo que pode variar de 5 minutos até muitas horas.

Pelo grande número de batimentos envolvidos e pela precisão da ordem de milésimos de segundo com que se deve medir seus intervalos, é impraticável que esse processo seja realizado manualmente.

Na prática recorre-se a equipamentos e softwares que sejam capazes de gravar a frequência cardíaca, identificar com precisão os intervalos válidos entre batimentos sucessivos (NN), medi-lo (em ms) e então realizar as análises numéricas. Os resultados da análise de variabilidade da frequência cardíaca são divididos em dois grupos: resultados no domínio do tempo e resultados no domínio da frequência.

  • SDNN – Standard deviation of NN: desvio padrão de todos os intervalos NN.
  • SDANN – Standard deviation of averages NN: desvio padrão dos intervalos NN médios de cada bloco de 5 minutos de gravação. Este parâmetro fornece uma quantificação das variações lentas da variabilidade.
  • RMSSD – Root Mean Square of the Successive Differences: raiz quadrada da média do quadrado das diferenças entre intervalos RR consecutivos. Este parâmetro fornece uma quantificação das variações abruptas da variabilidade.
  • NN50: quantidade absoluta (contagem) de intervalos NN que diferem mais de 50ms em relação ao intervalo anterior.
  • pNN50: porcentagem de NN50 em relação à quantidade total de intervalos NN.

No domínio da frequência a variabilidade é tratada como um sinal de frequência variável e as quantificações são expressas em termos da distribuição da potência desse sinal. São números relacionados ao “ritmo” em que ocorrem as variações:

  • VLF – Very Low Frequency: potência contida na faixa abaixo de 0,04Hz.
  • LF – Low Frequency: potência contida na faixa de 0,04 a 0,15Hz.
  • HF – High Frequency: potência contida na faixa de 0,15 a 0,4Hz.
  • LF/HF: Razão entre as potências LF e HF.

Para se ter uma ideia da grandeza desses valores, abaixo exemplificamos uma tabela de valores encontrados numa análise de variabilidade de frequência cardíaca de 15 minutos feita em um paciente sem indícios de anormalidade:

Variabilidade_TEB_002

Em seguida, um exemplo prático de Relatório de Conclusão de um Software para Análise de Variabilidade de Frequência Cardíaca:

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Análise de Variabilidade da Frequência Cardíaca – Por que realizar?

Observando os valores dos parâmetros medidos na análise de variabilidade da frequência cardíaca, pode-se verificar, dentre outras coisas, se está havendo um equilíbrio “saudável” entre os sistemas simpático e o parassimpático.

A partir de pesquisas realizadas desde meados da década de 1980, surgiram grande quantidade de evidências indicando que o sistema nervoso simpático desempenha um papel importante na origem das arritmias cardíacas, incluindo arritmias ventriculares malignas, como a taquicardia ventricular e fibrilação ventricular. Por outro lado, o sistema nervoso parassimpático tem um papel protetor, diminuindo o risco de arritmias ventriculares malignas.

Por isso, o interesse na análise de variabilidade da frequência cardíaca tem crescido constantemente na medicina. As medidas da variabilidade RR no domínio do tempo e da frequência começaram a ser utilizadas pela como preditores de risco cardíaco, morte súbita e eventos arrítmicos não-fatais após infarto do miocárdio, além de aplicações na pneumologia.

Além disso, a análise de variabilidade da frequência cardíaca também vem sendo utilizada em larga escala para avaliação e orientação de treinamento de atletas amadores e profissionais.

 

Interessado em equipamento que realize a análise de variabilidade de frequência cardíaca? Solicite um orçamento!

 

Existem diversos trabalhos publicados para enriquecer o conhecimento sobre esta interessante área da Eletrocardiologia, inclusive vários com acesso gratuito via Internet. Dentre estes, podemos citar alguns:

  • Aplicabilidade Clínica da Variabilidade da Frequência Cardíaca – Rev Neurocienc 2013;21(4):600-603 – Descreve sucintamente os principais parâmetros medidos pela análise. Também dá uma lista de exemplos onde disfunções clínicas se refletem em alterações de parâmetros da variabilidade destes pacientes.
  • R-R Variability from Standard 12 lead ECG may be useful for assessment of Autonomic Nervous Funcion (letter to the Editor)Indian J Physiol Pharmacol 2007; 51 (3) : 303–305 – Define com precisão matemática como se devem calcular os principais parâmetros da Análise. Tece recomendações sobre os requisitos técnicos dos equipamentos a serem utilizados para a aquisição e tratamento dos sinais eletrocardiográficos e a necessidade de se fazer uma padronização que garanta uma qualidade mínima aceitável. Apresenta a influência de diversos aspectos fisiológicos, patologias e interações clínicas (inclusive medicamentosas) nos parâmetros medidos pela Análise da Variabilidade. Apresenta de uma forma prática como se pode utilizar a Análise de Variabilidade para se estimar o risco de morte súbita cardíaca, isoladamente ou em conjunto com outros métodos de análise. Por fim, dá sugestões de como melhorar a Análise através de técnicas inovadoras ou outros estudos estatísticos a serem realizados no futuro.
  • Mechanism of blood pressure and R–R variability: insights from ganglion blockade in humans – Journal of Physiology (2002), 543.1, pp. 337–348 – Faz uma análise dos fatores que influenciam na variabilidade separando-os em fatores relacionados diretamente ao sistema nervoso e os fatores “não neurais”. Este artigo é um bom exemplo de aplicação da análise de variabilidade no domínio da frequência.
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